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Pequenos detalhes, grandes diferenças

por Melissa Lopes, em 19.01.15

Já é sabido que gosto de correr. Não é uma coisa de hoje nem de ontem. A corrida acompanha-me, mais ou menos, desde que vim para Lisboa, há seis anos (ou mais?). No entanto, só há dois anos é que comecei a correr mais a sério - antes era só sair para correr porque sim, sem saber distâncias nem tempos, correr apenas quando me desse na cabeça, podia ser uma ou duas vezes por semana, ou nem isso sequer.

A coisa foi, naturalmente, evoluindo e, desde há um ano, corro mais regular e intensamente, sendo que fiz a minha primeira prova oficial (10km) em Outubro passado. Desde essa altura comecei a ter objectivos, metas a cumprir, tempos a melhorar e, arrastado a tudo isso, veio também a motivação e até algum fascínio pela prática da corrida. Tudo isso culmina na palavara que todos nos habituamos a ouvir - vício. É isso, a corrida torna-se num vício e, como qualquer vício, simboliza uma necessidade. 

Ultimamente tenho-me dado conta de que, afinal, há meio mundo a fazer o mesmo que eu, a correr por prazer, a correr por objectivos, a correr para organizar a cabeça, a correr para libertar stress, a correr porque sim, a correr aqui e ali, mas também a correr para aliar isso tudo ao convívio. E é absolutamente delicioso e compensador reparar que existe uma sensação de "comunidade" entre os corredores (não interessa se uns são mais atletas que outros) e como isso se reflecte quando nos cruzamos e nos dizem de sorriso estampado "Bom dia!!!", sem nos conhecermos de parte alguma. Ou quando nos cruzamos com alguém com uma t-shirt igual à nossa de uma corrida qualquer. Pequenos detalhes que fazem toda a diferença. 

O sentimento de "comunidade" e de "pertença" é algo que tenho vindo a apreciar neste mundo dos runners. Para intensificar esses bons feelings, resolvi (juntamente com duas amigas), pela primeira vez, integrar os treinos de um grupo de corrida (Correr Lisboa), logo eu que era totalmente "anti-grupos" nesta coisa das corridas, gostava era de correr sozinha. E continuo a gostar de ir sozinha, mas correr com alguém ou em grupo dá-nos uma motivação adicional, ao fim ao cabo e independentemente de ter companhia ou não, durante o treino competes essencialmente contra ti mesmo. Ter alguém com quem falar antes e depois do treino, parecendo que não, é outra categoria. Faz toda a diferença. 

 

 

Aqui, o nosso primeiro treino no Correr Lisboa:

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E aqui, o símbolo do grupo, inspirado num santo padroeiro de Lisboa, São Vicente (é por isso que os atletas do Correr Lisboa são conhecidos como "vicentes"). O pássaro negro (corvo) aparece associado ao Santo porque, segundo reza a lenda, depois de ter sido lançado ao mar, o seu cadáver foi protegido dos abutres por um corvo, até que as marés devolvessem o corpo à viúva. 

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