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Uma meia maratona e um coração cheio

por Melissa Lopes, em 21.03.16

A meia maratona - ou qualquer outra prova - funciona como um teste. Um teste às nossas capacidades. E tal como na escola ou na universidade, as noites que antecedem o grande dia são sempre sinónimo de ansiedade e de insónias. É claro que nem toda a gente passa por este estado parvo que eu passo. Há concerteza quem descanse como deve ser na noite anterior. 

Ora, eu não. Deitei-me tarde, porque não deu para me deitar cedo. Também já sabia que quanto mais cedo me deitasse, mais eram as voltas na cama. Quando me deitei, as chances de dormir 8horas já eram uma miragem. Voltinha aqui, voltinha ali, deviam ser umas 5 horas quando o meu corpo se deixou levar pelo sono. E às 7h e pouco já estava toda contente a preparar o pequeno-almoço. Feliz e contente da vida, devo dizer.

De casa para o local da partida - no Pragal - foi-se-me a felecidade toda. Ficámos presos na multidão durante bastante tempo antes de conseguirmos entrar na ponte. E já não faltava assim tanto tempo para o início da corrida. Mas lá acabámos por sair dali rumo ao destino. Enfim, para chegar ali é logo uma maratona de nervos matinais, já para não falar do comboio lotado de gente sempre com o pinto aos saltos -.-! 

Já na ponte, prontinhos para começar a prova, estávamos calmos e confiantes que conseguiríamos fazer aquilo na boa, se não entrássemos em aventuras e excitações precoces [aquela descida depois da ponte é uma tentação para desatar a correr como se se tratasse de uma prova de 1500 metros]. Fomos os três, eu, o estreante Bernardo e a Catarina. Sempre juntos, até para aí ao 12º ou 13º km, momento em que deixámos de ver o Bernardo, depois da passagem por um abastecimento (são sempre mmentos de grande atrapalhação). 

Desta vez não falhei nenhum posto de abastecimento. Bebi sempre e derramei sempre água pela cabeça abaixo. Cada vez que o fazia, ganhava forças. Não cheguei a beber powerade, mas não disse que não à laranjinha. Mais uma vez, estava demasiado calor para mim. Por falar nisso, expliquem-me por que razão é que esta prova começa às 10h30? Em geral, as pessoas levam duas horas a concluir uma meia maratona, são duas horas a correr debaixo de um sol primaveril que, se o nosso corpo não aquecesse, seria óptimo. Só que não, o corpo sobreaquece, sabiam? Não devo estar a dar uma novidade a ninguém. Para o ano, 9h30? Boa?

Deve haver quem goste de calor, mas a maioria não tolera. Por isso, de cada vez que as nuvens tapavam o sol, sobretudo na recta final, o meu corpo agradecia a todos os santos por me estarem a conceder aquela dádiva. Ao 15º km já sabia que ia conseguir correr até ao fim e sem grandes problemas. Assim foi. 

Eu e a Catarina pisámos a meta exactamente ao mesmo tempo, eu do lado esquerdo, ela do lado direito. Fizémos 1 hora e 55 minutos. O Bernardo já lá estava à nossa espera. Fez 1 hora e 52 minutos. Sim, o Bernardo não treina como eu, é um corredor de fim-de-semana (às vezes nem isso), teve uma semana agitada, com dois jogos de futsal (e ainda nem tinha recuperado dos jogos da semana anterior e de uma lesão no pé). Enganou-me bem o rapaz. 

Resumindo e concluindo: ficámos felizes da vida. Foi tudo muito tranquilo, como deve ser. Não nos armámos em carapaus de corrida, apesar de o sermos [Ahaha] No final ainda encontrámos a Bete, outra estreante que também se superou e bem. Depois de tudo, bom bom foi o almoço (meu Deus, eu corro mesmo para comer!! Não é força de expressão)

 

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